CORPOS TURVOS

Finalizando as ações de comemoração, no dia 28 de novembro de 2021 teremos o lançamento de CORPOS TURVOS, espetáculo com pesquisa iniciada no ano de 2019, a partir da Residência Artística na Odisha Biennale, na Índia. A obra inicialmente pensada como um espetáculo solo para os formatos presenciais, se concretiza em 2021, a partir de uma residência artística virtual entre René Loui e Jussara Belchior (SC), dois pesquisadores das diferenças na dança.

O processo criativo foi avassaladoramente atravessado pelos protocolos pandêmicos e origina uma obra coletiva, híbrida e com tecnologias assistivas intrínsecas. 

 

Como resultado estético do encontro destes dois artistas, surge o espetáculo Corpos Turvos em sua versão teste, uma obra audiovisual em dança, desenvolvida colaborativamente entre o Coletivo CIDA, a Ilha Deserta Filmes e a Astromar Filmes. Corpos Turvos foi pensado coreograficamente de modo a não excluir a pessoa com deficiência, contrariamente, se constrói a partir das possibilidades de cada corpo que dança.


A obra conta com concepção, direção coreográfica e artística de René Loui (MG/RN), interlocução dramatúrgica e coreográfica de Jussara Belchior (SC), direção de vídeo de Gustavo Guedes, direção de fotografia de Pedro Medeiros (Brasil/Tailândia), trilha sonora de Fabian Avilla Elizalde (México), participação sonora de Katharina Vogt (Alemanha) e para cada nova exibição conta com um elenco formado por um núcleo não hegemônico de artistas e técnicos com e sem deficiências moradores da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Para essa exibição, foram convidados dois importantes artistas da cena norte-rio-grandense: Pablo Vieira e Rozeane Oliveira, co-fundadora do Coletivo CIDA.
 

Corpos Turvos problematiza pela linguagem da dança os padrões de invisibilização de corpos pretos, pobres, periféricos, soropositivos, corpos pertencentes da ampla comunidade LGBTQIAP+ e ainda corpos com alguma deficiência. Corpos turvos é uma urgência da sobrevivência, é um pedido por empatia, é um grito de socorro para que esses corpos deixem de ser números. 

 

Parceiros: Casa Tomada, Ilha Deserta, Sociedade T, Comunica Ceci, Casa da Ribeira.

 

Apoio: Lei Aldir Blanc - Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Realização: Coletivo Independente Dependente de Artistas.

TURBID BODIES

Ending the commemoration actions, on November 28, 2021, we will have the launch of TURVO BODIES, a show with research started in 2019, from the Artist Residency at Odisha Biennale, in India. The work initially thought of as a solo show for face-to-face formats, takes place in 2021, from a virtual artistic residency between René Loui and Jussara Belchior (SC), two researchers of differences in dance.

The creative process was overwhelmingly crossed by pandemic protocols and gave rise to a collective, hybrid work with intrinsic assistive technologies.

 

As an aesthetic result of the meeting of these two artists, the show Corpos Turvos appears in its test version, an audiovisual work in dance, developed collaboratively between Coletivo CIDA, Ilha Deserta Filmes and Astromar Filmes. Bodies Turvos was designed choreographically so as not to exclude people with disabilities, on the contrary, it is built from the possibilities of each dancing body.


The work has conception, choreographic and artistic direction by René Loui (MG/RN), dramaturgical and choreographic interlocution by Jussara Belchior (SC), video direction by Gustavo Guedes, photography direction by Pedro Medeiros (Brazil/Thailand), soundtrack sound by Fabian Avilla Elizalde (Mexico), sound participation by Katharina Vogt (Germany) and for each new exhibition there is a cast formed by a non-hegemonic group of artists and technicians with and without disabilities living in the city of Natal, in Rio Grande do North. For this exhibition, two important artists from the north-rio-grandense scene were invited: Pablo Vieira and Rozeane Oliveira, co-founder of Coletivo CIDA.
 

Corpos Turvos problematizes through the language of dance the patterns of invisibility of black, poor, peripheral, HIV-positive bodies, bodies belonging to the broad LGBTQIAP+ community and even bodies with some disability. Cloudy bodies is an urgent need for survival, it is a request for empathy, it is a cry for help for these bodies to stop being numbers.

 

Partners: Casa Tomada, Ilha Deserta, Sociedade T, Comunica Ceci, Casa da Ribeira.

 

Support: Aldir Blanc Law - José Augusto Foundation, State Government of Rio Grande do Norte, Special Secretariat of Culture, Ministry of Tourism, Federal Government.

 

Realization: Independent Collective Dependent on Artists.

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